sábado, 17 de outubro de 2009


DESPEDIDA DE UM AMOR VIRTUAL.

Estou aqui para me despedir...
Estou aqui para me despedir para sempre das
lembranças, dos sonhos e das ilusões que você
despertou em mim.
Nesse momento de decisão, deixo atrás de mim um Castelo Azul que foi construído num doce e feliz momento da minha vida, mas como todos os momentos da vida, ele também foi transitório e o belo Castelo Azul se desfez em escombros, esgarçou - se entre as brisas que transitam, perfumadas, por entre as nuvens brancas da fantasia.

Despeço - me, neste instante, das lembranças das
melífluas palavras de amor que dos seus lábios "ouvi", embora não tenham sido ditas, apenas pensadas e digitadas por seus dedos, transmitindo - me idéias que, por algum tempo, transformaram minha vida num poesia paradisíaca.

Despeço - me da utopia que acalentei, de
"Algum dia...em algum lugar..."
reencontrá - lo e ser feliz com você...
Despeço - me , para sempre, da voz que nunca ouvi, mas que vezes sem conta, imaginei doce e repleta de ternura, sussurrando aos meus ouvidos aquele "Eu amo você" que tantas vezes li, e na qual acreditei com cada fibra do meu ser, com cada parte da minha mente capaz de sonhar.

Despeço - me para sempre, do sorriso que "vi" brilhando em seus lábios, do riso alegre e aberto que "ouvi", tantas vezes, ressoando na minha imaginação.
Despeço - me de cada carinho seu que um dia fez meu corpo estremecer no mais puro prazer; dos seus beijos ardentes , sonhados e imaginados pelos meus lábios famintos e amantes...

Mas despeço - me, também, neste momento, de todas as dores, mágoas e tristezas, decepções e desilusões que envolveram, por algum tempo, numa teia escura, o meu coração que sempre desejou brilhar amor, serenidade e PAZ, para poder partilhar com você.

Devolvo - lhe a cópia da chave do Castelo Azul, pois finalmente, já não sinto, mais, enclausurada e solitária dentro de suas muralhas, depois de tanto tempo, minha alma, que hoje recobrou suas cores e suas asas e sente - se ansiosa pela luz que divisa em outros e amplos horizontes... finalmente livre!

Apenas como sugestão: livre - se dessas chaves, jogue - as no fundo do mar do esquecimento, pois aquele que um dia foi "nosso Castelo Azul", não passa, hoje, de um mero escombro nas páginas do passado que, há algum tempo, começou a registrar o capítulo "esquecimento" em nossa antiga história.

O clímax da desesperança veio sem querer, para mim, quando com meus olhos que tanto o admiraram, quanto choraram por você, presenciaram a suprema traição da promessa de um amor que se dizia predestinado à eternidade, uma vez que, nos páramos terrenos, seria impossível se concretizar:
As mesmas palavras, ditas a mim, em momentos de
profunda emoção, sendo repetidas à outra pessoa...
e o fim se fez entre lágrimas e uma dor aguda, profunda, dilacerante... mas que rasgou o véu da inocência que ainda velava meus olhos, minha consciência e meu coração.

Liberta dos grilhões que ainda me prendiam, sigo, agora, meus passos seguros em direção a um futuro alegre e sem mais esperanças infundadas, desejando que você, da mesma forma, o faça, pois a sombra negra de uma promessa inconsequente, de um pacto sem fundamento, jaz relegada ao lugar de onde nunca deveria ter saído:
A zona morta das "palavras que o vento leva".
Arianne Evans

sexta-feira, 16 de outubro de 2009


Poesia Matemática
Às folhas tantas
Do livro matemático
Um Quociente apaixonou-se
Um dia
Doidamente
Por uma Incógnita.
Olhou-a com seu olhar inumerável
E viu-a, do Ápice à Base,
Uma Figura Ímpar;
Olhos rombóides, boca trapezóide,
Corpo otogonal, seios esferóides.
Fez da sua
Uma vida
Paralela a dela
Até que se encontraram
No Infinito.
"Quem és tu?" indagou ele
Com ânsia radical.
"Sou a soma dos quadrados dos catetos.
Mas pode me chamar de Hipotenusa."
E de falarem descobriram que eram
- O que, em aritmética, corresponde
A almas irmãs -
Primos-entre-si.
E assim se amaram
Ao quadrado da velocidade da luz
Numa sexta potenciação
Traçando
Ao sabor do momento
E da paixão
Retas, curvas, círculos e linhas sinoidais.
Escandalizaram os ortodoxos das fórmulas euclideanas
E os exegetas do Universo Finito.
Romperam convenções newtonianas e pitagóricas.
E, enfim, resolveram se casar
Constituir um lar.
Mais que um lar,
Uma perpendicular.

Convidaram para padrinhos
O Poliedro e a Bissetriz.
E fizeram planos, equações e diagramas para o futuro
Sonhando com uma felicidade
Integral
E diferencial.
E se casaram e tiveram uma secante e três cones
Muito engraçadinhos
E foram felizes
Até aquele dia
Em que tudo, afinal,
Vira monotonia.
Foi então que surgiu
O Máximo Divisor Comum
Freqüentador de Círculos Concêntricos.
Viciosos.
Ofereceu-lhe, a ela,
Uma Grandeza Absoluta,
E reduziu-a a um Denominador Comum.
Ele, Quociente, percebeu
Que com ela não formava mais Um Todo,
Uma Unidade. Era o Triângulo,
Tanto chamado amoroso.
Desse problema ela era a fração
Mais ordinária.
Mas foi então que o Einstein descobriu a Relatividade
E tudo que era expúrio passou a ser
Moralidade
Como, aliás, em qualquer
Sociedade.



Millôr Fernandes

quinta-feira, 15 de outubro de 2009


QUANTOS ANTES DE MIM?
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O casal começa a namorar, a intimidade aumenta a cada dia, até que um dos dois resolve fazer aquela pergunta infalível, assim, como quem não quer nada: amor, com quantas pessoas você já transou?

É fria. Não responda. Diga que acaba de se lembrar do velório do hamster do vizinho, diga que estão esperando você para organizar a festa de formatura da sua turma, suma e só apareça no dia seguinte. Ou então diga que sofre de amnésia. "Amnésia sim, não contei pra você? Não lembro nem o que eu comi ontem..." (e muito menos quem). ahahahahaha

A verdade é honrosa, mas nem sempre é necessária. A troco de quê querem saber com quantas pessoas você transou? Ninguém nunca pergunta quantas doações você já fez para entidades assistenciais, não perguntam sobre quantas bicicletas você teve na infância. Por que esse papo agora? Você não vai corresponder às expectativas mesmo.

Se você é homem, solteiro e está na casa dos 30 anos, certamente ela não espera que você seja um monge. Caso você seja, talvez seja boa idéia aumentar um pouquinho seu recorde, para aparentar ser mais desejável. Já se você for um don Juan com muita quilometragem, reduza. E se você não tem a menor idéia de com quantas pessoas transou, invente um número de 10 a 20. Não: de 20 a 30. Ah, sei lá, eu disse que era melhor fugir.

Se você é mulher, a complicação é ainda maior. Por mais moderno que seu namorado seja, no fundo, no fundo, ele espera, sim, que você seja uma santa. Não tolera a idéia de ser comparado com os antecessores. Se você disser a verdade, ele vai dizer: "Ah, 26? Ótimo, adoro mulheres experientes" e sairá da sua casa direto pro bar, em busca de um coma alcoólico. Se você disser que foi só um - e pode muito bem ser verdade - ele vai pensar que você está de gozação, que foram mais de 300. Pesquisas revelam que a maioria das mulheres responde que foram 9. Se é verdade ou não, ninguém sabe, mas a maioria responde 9. Melhor não entrar na casa dos dois dígitos. ahahahaha

A verdade é que ninguém ficará satisfeito com a resposta. Portanto, não pergunte, não responda. Diga que antes de conhecê-la(o) você não viveu e sugira logo uma meia mussarela, meia calabresa pra encerrar o assunto.

**Martha Medeiros

'

segunda-feira, 12 de outubro de 2009


CONVERSA DE DUAS CRIANÇAS...
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- E aí, véio?
- Beleza, cara?
- Ah, mais ou menos. Ando meio chateado com algumas coisas.
- Quer conversar sobre isso?
- É a minha mãe. Sei lá, ela anda falando umas coisas estranhas, me botando um terror, sabe?
- Como assim?
- Por exemplo: há alguns dias, antes de dormir, ela veio com um papo doido aí. Mandou eu dormir logo senão uma tal de Cuca ia vir me pegar. Mas eu nem sei quem é essa

Cuca, pô. O que eu fiz pra essa mina querer me pegar? Você me conhece desde que eu nasci, já me viu mexer com alguém?
- Nunca.
- Pois é. Mas o pior veio depois. O papo doido continuou. Minha mãe disse que quando a tal da Cuca viesse, eu ia estar sozinho, porque meu pai tinha ido pra roça e minha mãe

passear. Mas tipo, o que meu pai foi fazer na roça? E mais: como minha mãe foi passear se eu tava vendo ela ali na minha frente? Será que eu sou adotado, cara?
- Sabe a sua vizinha ali da casa amarela? Minha mãe diz que ela tem uma hortinha no fundo do quintal. Planta vários legumes. Será que sua mãe não quis dizer que seu pai deu um pulo por lá?
- Hmmmm, pode ser. Mas o que será que ele foi fazer lá? VIXE! Será que meu pai tem um caso com a vizinha?
- Como assim, véio?
- Pô, ela deixou bem claro que a minha mãe tinha ido passear. Então ela não é minha mãe. Se meu pai foi na casa da vizinha, vai ver eles dois tão de caso. Ele passou lá, pegou ela e os dois foram passear. É isso, cara. Eu sou filho da vizinha. Só pode!
- Calma, maninho. Você tá nervoso e não pode tirar conclusões precipitadas.
- Sei lá. Por um lado pode até ser melhor assim, viu? Fiquei sabendo de umas coisas estranhas sobre a minha mãe.
- Tipo o quê?
- Ela me contou um dia desses que pegou um pau e atirou em um gato. Assim, do nada. Puta maldade, meu! Vê se isso é coisa que se faça com o bichano!
- Caramba! Mas por que ela fez isso?
- Pra matar o gato. Pura maldade mesmo. Mas parece que o gato não morreu.
- Ainda bem. Pô, sua mãe é perturbada, cara.
- E sabe a Francisca ali da esquina?
- A Dona Chica? Sei sim.
- Parece que ela tava junto na hora e não fez nada. Só ficou lá, paradona, admirada vendo o gato berrar de dor.
- Putzgrila! Esses adultos às vezes fazem cada coisa que não dá pra entender.
- Pois é. Vai ver é até melhor ela não ser minha mãe, né? Ela me contou isso de boa, cantando, sabe? Como se estivesse feliz por ter feito essa selvageria. Um absurdo. E eu percebo também que ela não gosta muito de mim. Esses dias ela ficou tentando me assustar, fazendo um monte de careta. Eu não achei legal, né. Aí ela começou a falar que ia chamar um boi com cara preta pra me levar embora.
- Nossa, véio. Com certeza ela não é sua mãe. Nunca que uma mãe ia fazer isso com o filho.
- Mas é ruim saber que o casamento deles é essa zona, né? Que meu pai sai com a vizinha e tal. Apesar que eu acho que ele também leva uns chifres, sabe? Um dia ela me contou que lá no bosque do final da rua mora um cara, que eu imagino que deva ser muito bonitão, porque ela chama ele de 'Anjo'. E ela disse que o tal do Anjo roubou o coração dela. Ela até falou um dia que se fosse a dona da rua, mandava colocar ladrilho em tudo, só pra ele pode passar desfilando e tal.
- Nossa, que casamento bagunçado esse. Era melhor separar logo.
- É. só sei que tô cansado desses papos doidos dela, sabe? Às vezes ela fala algumas coisas sem sentido nenhum. Ontem mesmo veio me falar que a vizinha cria perereca em gaiola, cara. Vê se pode? Só tem louco nessa rua.
- Ixi, cara. Mas a vizinha não é sua mãe?
- Putz, é mesmo! Tô ferrado de qualquer jeito.

(AD)

Maria, Mãe Aparecida, Tu és a face materna de Deus.
Nós precisamos do teu exemplo.
Nós precisamos de ti,
da tua presença oculta
e atuante em nossas vidas,
do teu silêncio que soube escutar
e acolher os dons do Espírito.

Em ti germinou a Palavra do Senhor.
Aceita o nosso coração
para que o serviço fraterno
e o amor verdadeiro
sejam a certeza diária de nossas decisões.
Aceita a nossa inteligência,
aceita as nossas forças,
aceita a nossa devoção,
aceita o nosso amor.
Mãe de misericórdia,
aceita também o nosso empenho,
nossas dores, alegrias e esperanças.

Ó Senhora Aparecida,
nós os teus filhos
queremos preparar a tua chegada entre nós.
Inflama nosso coração,
desperta nossa vontade.
Inunda nosso coração, desperta nossa vontade.
Inunda nossa vida,
ó Virgem Santíssima,
ternura de Deus entre nós.

Amém.

COMO ACONTECEU!

Em 1720 era Capitão-Mor da "Capitania de São Paulo e Minas de Ouro", o Conde Assumar, conhecido pela sua violência. Em visita, certa vez, ao vale do rio Paraíba do Sul, quiz comer peixe. Os pescadores apavorados, em vão lançavam suas redes, e o peixe não vinha.
Fizeram desesperado apelo a Nossa Senhora, e lançaram de novo a rede: eis que aparece na rede a própria Nossa Senhora, uma imagem e a seguir grande quantidade de peixe. A essa virgem deram logo o nome de Nossa Senhora Aparecida.

No local do milagre foi levantada uma capelinha,em torno da qual surgiu um pequeno povoado. A Virgem Maria continuou ali realizando milagres e atraindo com isso, fiéis em número cada vez maior. Nossa Senhora Aparecida foi, mais tarde, proclamada A PADROEIRA DO BRASIL. A capelinha se transformou uma das mais grandiosas igrejas do país. E o pequeno povoado do século 18 é hoje a florescente cidade paulista de APARECIDA, no vale do Rio Paraíba do Sul, entre o Rio de Janeiro e São Paulo.

domingo, 11 de outubro de 2009

Busquei!!!


Busquei a luz que vinha dos seus olhos;
Busquei o beijo que em sonho dei;
Busquei sorrisos que ouvi bem perto;
Busquei um novo amor para não sofrer
Busquei te encontrar para te conhecer;
Busquei te conhecer para te encontrar;
Busquei você porque me apaixonei;
Busquei esse amor para não mais sonhar;
Busquei não mais sonhar para poder viver;
Busquei viver esse amor intensamente;
Busquei meu sorriso que há muito havia perdido;
Busquei meu amor que jurei te entregar;
Busquei você para finalmente te amar;
Busquei você para poder te beijar;
Busquei você por não mais poder esperar;
Busquei você para me libertar;
Busquei o mel de suas palavras para me acalmar;
Busquei o seu toque para poder viajar;
Busquei, Busquei, Busquei seu amor
Mas por ter medo de amar fiquei sem te encontrar.

(autor desconhecido)

sábado, 10 de outubro de 2009

TRATADO DE AMOR
AUTORA DIANA LIMA



Doação total, recíproca
Respeito mútuo
Em espaços, apertando os laços
Com gentilezas, carinhos abraços
Ter na consciência, constantemente
A verdade, a realidade
Que ninguém é de ninguém
Portanto, respeitar a individualidade
Dar ao outro total liberdade
Liberdade contudo com responsabilidade
De amor maduro
Num relacionamento seguro
De total entrega e confiança
Sem ciúmes, azedumes,ou seja
Sem questionamentos do gênero
Onde foi e com quem
Isto são horas de chegar
Ligar a qualquer tempo no celular
Sem ao menos perguntar
Como vai, tudo bem
Só querendo saber onde está
Jamais sair ou chegar sem um beijo ofertar
Boa noite, bom dia, como vai
São palavras fáceis de pronunciar
Não há aí qualquer humilhação
Pois fazem bem ao coração
Oferecer sempre para ajudar
Em tarefas simples ou complexas
Como colocar a mesa para o jantar
Ou algo, mesmo que não se sinta apto a executar
Só pela gentileza em si
Alegra, faz feliz
E na hora de fazer amor
Preparar-se sempre com o calor
Das primeiras noites em ardor
Sem preocupações, sem pudor
Tudo deve ser permitido
Nada deve ser exclúído
Tudo que proporcione o prazer
Deve ser levado em conta e fazer
Desta hora do dia
A maior folia
Tipo brincar, fazer cócegas, relaxar
Travesseiro jogar
Fazer amor até extasiar
Depois bem juntinhos descansar
Bem encaixadinhos dormir
Este é o tratado de Amor
Que desejo efetuar
À quem possa interessar