terça-feira, 3 de agosto de 2010

Mude

Mas comece devagar, porque a direção
é mais importante que a velocidade.
Mude de caminho, ande por outras ruas,
observando os lugares por onde você passa.
Veja o mundo de outras perspectivas.
Descubra novos horizontes.

Não faça do hábito um estilo de vida.

Ame a novidade.
Tente o novo todo dia.
O novo lado, o novo método, o novo sabor,
o novo jeito, o novo prazer, o novo amor.
Busque novos amigos, tente novos amores.
Faça novas relações.
Experimente a gostosura da surpresa.
Troque esse monte de medo por um pouco de vida.
Ame muito, cada vez mais, e de modos diferentes.
Troque de bolsa, de carteira, de malas, de atitude.

Mude.
Dê uma chance ao inesperado.
Abrace a gostosura da Surpresa.

Sonhe só o sonho certo e realize-o todo dia.

Lembre-se de que a Vida é uma só,
e decida-se por arrumar um outro emprego,
uma nova ocupação, um trabalho mais prazeroso,
mais digno, mais humano.
Abra seu coração de dentro para fora.

Se você não encontrar razões para ser livre, invente-as.

Exagere na criatividade.
E aproveite para fazer uma viagem longa,
se possível sem destino.
Experimente coisas diferentes, troque novamente.
Mude, de novo.
Experimente outra vez.
Você conhecerá coisas melhores e coisas piores,
mas não é isso o que importa.
O mais importante é a mudança,
o movimento, a energia, o entusiasmo.

Só o que está morto não muda !


Edson Marques

Minha vida não foi um romance...

Minha vida não foi um romance...
Nunca tive até hoje um segredo.
Se me amar, não digas, que morro
De surpresa... de encanto... de medo...

Minha vida não foi um romance
Minha vida passou por passar
Se não amas, não finjas, que vivo
Esperando um amor para amar.

Minha vida não foi um romance...
Pobre vida... passou sem enredo...
Glória a ti que me enches de vida
De surpresa, de encanto, de medo!

Minha vida não foi um romance...
Ai de mim... Já se ia acabar!
Pobre vida que toda depende
De um sorriso.. de um gesto.. um olhar...

Mário Quintana

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Pelo Resto de Nossas Vidas


Existem coisas pequenas e grandes,
coisas que levaremos para o resto de nossas vidas.
Talvez sejam poucas, quem sabe sejam muitas,
depende de cada um, depende da vida que cada um de nós levou.

Levaremos lembranças, coisas que sempre serão inesquecíveis para
nós, coisas que nos marcaram, que mexeram com a
nossa existência em algum instante.

Provavelmente iremos pela a vida a fora colecionando essas coisas,
colocando em ordem de grandeza cada detalhe que nos foi importante,
cada momento que interferiu nos nossos dias, que deixou marcas,
cada instante que foi cravado no nosso peito como uma tatuagem.

Marcas, isso... serão marcas, umas mais profundas,
outras superficiais porém com algum significado também.
Serão detalhes que guardaremos dentro de nós e que
se contarmos para terceiros talvez não tenha a menor importância
pois só nós saberemos o quanto foi incrível vivê-los.

Poderá ser uma música, quem sabe um livro, talvez uma poesia,
uma carta, um e-mail, uma viagem, uma frase que alguém tenha
nos dito num momento certo.

Poderá ser um raiar de sol, um buquê de flores que se recebeu,
um cartão de natal,
uma palavra amiga num momento preciso.

Talvez venha a ser um sentimento que foi abandonado,
uma decepção, a perda de alguém querido,
um certo encontro casual, um desencontro proposital.

Quem sabe uma amizade incomparável, um sonho que foi alcançado
após muita luta, um que deixou de existir por puro fracasso.
Pode ser simplesmente um instante, um olhar,
um sorriso, um perfume, um beijo.

Para o resto de nossas vidas levaremos pessoas guardadas dentro de nós.

Umas porque nos dedicaram um carinho enorme,
outras porque foram o objeto do nosso amor,
ainda outras por terem nos magoado profundamente,
quem sabe haverão algumas que deixarão marcas profundas
por terem sido tão rápidas em nossas vidas e terem conseguido
ainda assim plantar dentro de nós tanta coisa boa.

Lá na frente é que poderemos realmente saber a qualidade de vida
que tivemos, a quantidade de marcas que conseguimos carregar
conosco e a riqueza que cada uma delas guardou dentro de si.

Bem, lá na frente é que poderemos avaliar do que exatamente foi feita a
nossa vida, se de amor ou de rancor, se de alegrias ou
tristezas, se de vitórias ou derrotas, se de ilusões ou realidades.

Pensem sempre que hoje é só o começo de tudo, que se houver algo
errado ainda está em tempo de ser mudado e que o resto de
nossas vidas de certa forma ainda está em nossas mãos.

Silvana Duboc

Dentro e Fora

Por fora tenho tantos
anos que você nem
acredita.

Por dentro doze ou menos,
e me acho mais bonita.

Por fora, óculos; algumas
rugas, gordurinhas, prata
nos tantos cabelos.

Por dentro sou dourada,
alma imaculada, corpo
de modelo.

Por fora, em aluviões,
batem paixões contra
o peito.
Paixões por versos,
pinturas, filosofia e
amigos sem despeito.

Por dentro, sei me cuidar,
vivo a brincar, meio sem
jeito.

Não me derrota a tristeza;
não me oprime a saudade;
não me demoro padecente.

E é por viver, contente
que concluo sem demora:
É a menina que vive por
dentro, que alegra a mulher
de fora!


(Luan Jessan).

Meu riso

Meu riso;
é graça, é de graça, com motivo, sem sentido, consentido, desvalido.
Meu riso é dente, é olho, orelhas, é gente.
Meu riso é desgarrado, é de farrapos, é desgraçado...
Meu riso é cor, é dor, é doído, é sentido, é vivido é louco varrido.
Meu riso é estridente, irritante, escandaloso, corajoso, é frio, é quente
antigo e novato ,não tem idade, é complexo, é simplicidade
Meu riso, é discreto,é ferro, fere, cura, engana, ama
O meu riso contradiz, seduz, dispensa, compensa!
Meu riso é ardente, demente, é bobo alegre...
Meu riso é raso é fundo cabe o mundo
Meu riso existe
persiste
não desiste
Meu riso
é meu.
Meu riso sou eu.


Autor Desconhecido

Para atravessar agosto

É preciso antes de mais nada paciência e fé.Paciência para cruzar os dias sem se deixar esmagar por eles, mesmo que nada aconteça de mau; fé para estar seguro, o tempo todo, que chegará setembro - e também certa não-fé, para não ligar a mínima às negras lendas deste mês de cachorro louco. É preciso quem sabe ficar-se distraído, inconsciente de que é agosto (...). Para atravessar agosto também é necessário reaprender a dormir, dormir muito, com gosto, sem comprimidos, de preferência também sem sonhos. São incontroláveis os sonhos de agosto: Se bons, deixam a vontade impossível de morar neles, se maus, fica a suspeita de sinistros angúrios, premonições(...) Para atravessar agosto ter um amor seria importante, mas se você não conseguiu, se a vida não deu, ou ele partiu- sem o menor pudor, invente um. Que se possa sonhar, isso é que conta, com mãos dadas, suspiros, juras, projetos, abraços no convés à lua cheia, brilhos na costa ao longe. E beijos, muitos. Bem molhados. Não lembrar dos que se foram, não desejar o que não se tem e talvez nem se terá, não discutir, nem vingar-se, e temperar tudo isso com chás, de preferência ingleses, cristais de gengibre, gotas de codeína, se a barra pesar, vinhos, conhaques - tudo isso ajuda a atravessar agosto. Mas para atravessar agosto, pensei agora, é preciso principalmente não se deter de mais no tema. Mudar de assunto, digitar rápido o ponto final, sinto muito perdoe o mau jeito, assim, veja, bruto e seco.
Caio Fernando Abreu
é preciso antes de mais nada paciência e fé.Paciência para cruzar os dias sem se deixar esmagar por eles, mesmo que nada aconteça de mau; fé para estar seguro, o tempo todo, que chegará setembro - e também certa não-fé, para não ligar a mínima às negras lendas deste mês de cachorro louco. É preciso quem sabe ficar-se distraído, inconsciente de que é agosto (...). Para atravessar agosto também é necessário reaprender a dormir, dormir muito, com gosto, sem comprimidos, de preferência também sem sonhos. São incontroláveis os sonhos de agosto: Se bons, deixam a vontade impossível de morar neles, se maus, fica a suspeita de sinistros angúrios, premonições(...) Para atravessar agosto ter um amor seria importante, mas se você não conseguiu, se a vida não deu, ou ele partiu- sem o menor pudor, invente um. Que se possa sonhar, isso é que conta, com mãos dadas, suspiros, juras, projetos, abraços no convés à lua cheia, brilhos na costa ao longe. E beijos, muitos. Bem molhados. Não lembrar dos que se foram, não desejar o que não se tem e talvez nem se terá, não discutir, nem vingar-se, e temperar tudo isso com chás, de preferência ingleses, cristais de gengibre, gotas de codeína, se a barra pesar, vinhos, conhaques - tudo isso ajuda a atravessar agosto. Mas para atravessar agosto, pensei agora, é preciso principalmente não se deter de mais no tema. Mudar de assunto, digitar rápido o ponto final, sinto muito perdoe o mau jeito, assim, veja, bruto e seco.
Caio Fernando Abreu

Você faz uma prece ao levantar ou ao se deitar?



ORAÇÃO A SI MESMO...
VOCÊ FAZ UMA PRECE AO LEVANTAR OU AO SE DEITAR? JÁ FEZ UMA PRECE A SI MESMO?
OLHA SÓ:
QUE EU ME PERMITA OLHAR, ESCUTAR E SONHAR MAIS..
FALAR MENOS.
CHORAR MENOS.
VER NOS OLHOS DE QUEM ME VÊ A ADMIRAÇÃO QUE ELES ME TÊM E NÃO A INVEJA QUE PENSO QUE TÊM.
PERMITIR SEMPRE ESCUTAR AQUILO QUE EU NÃO TENHO ME PERMITIDO ESCUTAR.

QUE EU POSSA VIVER OS SONHOS POSSÍVEIS E OS IMPOSSÍVEIS;
AQUELES QUE MORREM E RESSUSCITAM:
A CADA NOVO FRUTO,
A CADA NOVA FLOR,
A CADA NOVO DIA.

QUE EU SAIBA REPRODUZIR NA ALMA A IMAGEM QUE ENTRA PELOS MEUS OLHOS FAZENDO-ME PARTE SUPREMA DA NATUREZA, CRIANDO-ME E RECRIANDO-ME A CADA INSTANTE.

QUE EU POSSA CHORAR MENOS DE TRISTEZA E MAIS DE CONTENTAMENTOS.

QUE MEU CHORO NÃO SEJA EM VÃO, QUE EM VÃO NÃO SEJAM MINHAS DÚVIDAS.

QUE EU NÃO TENHA MEDO DE NADA,PRINCIPALMENTE DOS MEUS MEDOS.
QUE EU ADORMEÇA TODA VEZ QUE FOR DERRAMAR LÁGRIMAS INÚTEIS E DESPERTE COM O CORAÇÃO CHEIO DE ESPERANÇAS.
QUE EU POSSA AMAR E SER AMADO.
QUE EU POSSA AMAR MESMO SEM SER AMADO, FAZER GENTILEZAS QUANDO RECEBO CARINHOS; FAZER CARINHOS MESMO QUANDO NÃO RECEBO GENTILEZAS.
E... QUE EU JAMAIS FIQUE SÓ, MESMO QUANDO EU ME QUEIRA SÓ.

AMÉM.

Texto de Oswaldo Antônio Begiato