terça-feira, 2 de novembro de 2010

O AMOR QUE EU TENHO É O QUE EU DOU...


Somente se dá aquilo que se possui.
Como, pois, exigir amor de alguém que ainda não sabe amar?

Como requisitar respeito e consideração de criaturas que não atingiram o ponto delicado do sentimento que é o amor?

Quem dá afeto recolhe a felicidade de ver multiplicado aquilo que deu, mas somente damos de conformidade com aquilo de que podemos dispor no ato da doação.

Há diversidades de evolução no planeta. Homens mal saídos da primitividade campeiam na sociedade moderna, ensaiando os primeiros passos do instinto natural para a sensibilidade amorosa.

Eis aqui uma breve relação de sintomas comportamentais que aparecem nas criaturas, confundindo o amor que liberta e deseja o bem da outra pessoa com a atração egoísta que toma posse e simplesmente deseja:

- Há indivíduos que, para conquistar os outros e convencê-los de suas habilidades e valores, contam vantagens, persuadindo também a si mesmos, pois acreditam que para amar é preciso apresentar credenciais e louros, satisfazendo assim as expectativas daqueles que podem aceitá-lo ou recusá-lo.

- Há criaturas que tentam amar comprando pessoas, omitindo e negando suas necessidades e metas existenciais, abandonando tudo que lhes é mais caro e íntimo e depois, por terem aberto mão de todos os seus gostos e desejos, perdem o sentido de sua próprias vidas, terminando desastrosamente seus relacionamentos.

- Alguns delegam o controle de si mesmos aos outros, cometendo assim, em "nome do amor", o desatino de renunciar ao próprio senso de dignidade, componente vital à felicidade.
Não é de surpreender que vivam vazios e torturados, pois tornaram-se "um nada" ao permitirem que isso acontecesse.

- Outros tantos usam da mentira, encobrindo realidades e escondendo conflitos. Convictos de que têm de ser perfeitos para ser amados, temem a verdade pelas supostas fraquezas que ela possa lhes expor diante dos outros. Acabam fracassados afetivamente por falta de honestidade e sinceridade.

- Certas criaturas afirmam categoricamente que amam, mas tratam o ser amado com propriedade particular. Por não confiarem em si mesmas, geram crenças cegas de que precisam cuidar e proteger, quando na realidade sufocam e manipulam, criando um convívio insuportável e desgastante.

Uma das características mais tristes dos que dizem saber amar é a atitude submissa dos que nunca dizem "não", convencidos de que, sendo sempre passivos em tudo, receberão carinho e estima. Esse tipo de comportamento leva as pessoas a concordar sempre com qualquer coisa e em qualquer momento, trazendo-lhes desconsiderações e uma vida insatisfatória.

Requisitar dos outros o que eles ainda não podem dar é desrespeitar suas limitações emocionais, mentais e espirituais, ou seja, sua idade evolutiva.

Forçar pais, filhos, amigos e cônjuge a preencher o teu vazio interior com amor que não dás a ti mesmo, por esqueceres teus próprios recursos e possibilidades, é insensato de tua parte.

É dando que se recebe, portanto, cabe a ti mesmo administrar tuas carências afetivas e fazer por ti o que gostarias que os outros te fizessem.

Não peças amor e afeto, antes de tudo, dá a ti mesmo e em seguida aos outros, sem mesmo cobrar taxas de gratidão e reconhecimento.

Importante é que sigas os passos de Jesus na doação do amor abundante, sem jamais exigi-lo de ninguém e sem jamais esquecer que és responsável pelos teus sentimentos.

Quanto aos outros, sejam eles quem forem, responderão por si mesmos conforme o seu livre-arbítrio e amadurecimento espiritual.

Do livro: RENOVANDO ATITUDES
Escrito por: Francisco do Espírito Santo Neto.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Menor e MELHOR conto de fadas do mundo:



Era uma vez uma linda moça que perguntou a um lindo rapaz:
- Você quer casar comigo?
Ele respondeu:
- NÃO!
E a moça viveu feliz para sempre, foi viajar, fez compras, conheceu muitos outros rapazes, beijou muuuito, visitou muitos lugares, virou baladeira de plantão, foi morar na praia, comprou outro carro, mobiliou sua casa, TV de plasma, sempre estava sorrindo e de bom humor, nunca lhe faltava nada, bebia cerveja com as amigas sempre que estava com vontade e ninguém mandava nela.
O rapaz ficou barrigudo, careca, o pinto caiu, a bunda murchou, ficou sozinho e pobre, pois não se constrói nada sem uma MULHER.

FIM!

"Que seja um amor inacabado, quebrado, ferrado, com nó cego de uma forca, desde que aperte bem forte para não soltar.



"Que seja um amor inacabado, quebrado, ferrado, com nó cego de uma forca, desde que aperte bem forte para não soltar. Um amor rápido como um infarto, sem sinal-da-cruz. Um amor que desafie a sabedoria que vem depois da morte. Um amor burro que dependa apenas de um quarto para se cumprir. Um amor que não tire os sapatos para deitar. Um amor sofreguidão e gozo. Um amor hesitação irritante entre beijos. Um amor que não dá trégua para voltar atrás. Um amor que não oferece chance para ir à frente. Um amor que fica no mesmo lugar, que não traz sorte e azar, traz o desespero de ser amado um pouco mais.

Amar é mais importante do que viver. Viver pode vir depois."


Fabrício Carpinejar

- Esse é o problema... eu sou o palhaço.


Diz uma história que numa cidade apareceu um circo, e que entre seus artistas havia um palhaço com o poder de divertir, sem medida, todas as pessoas da platéia e o riso era tão bom, tão profundo e natural que se tornou terapêutico. Todos os que padeciam de tristezas agudas ou crônicas eram indicados pelo médico do lugar para que assistissem ao tal artista que possuía o dom de eliminar angústias.

Um dia porém um morador desconhecido, tomado de profunda depressão, procurou o doutor. O médico então, sem relutar, indicou o circo como o lugar de cura de todos os males daquela natureza, de abrandamento de todas as dores da alma, de iluminação de todos os cantos escuros do nosso jeito perdido de ser. O homem nada disse, levantou-se, caminhou em direção à porta e quando já estava saindo, virou-se, olhou o médico nos olhos e sentenciou: "Não posso procurar o circo... aí está o meu problema: eu sou o palhaço".

Como professor vejo que, às vezes, sou esse palhaço, alguém que trabalhou para construir os outros e não vê resultado muito claro daquilo que faz.

Tenho a impressão que ensino no vazio (e sei que não estou só nesse sentimento) porque depois de formados meus ex-alunos parecem que se acostumam rapidamente com aquele mundo de iniqüidades que combatíamos juntos. Parece que quando meus meninos(as) caem no mercado de trabalho, a única coisa que importa é quanto cada um vai lucrar, não importando quem vai pagar essa conta nem se alguém vai ser lesado nesse processo.

Aprenderam rindo, mas não querem passar o riso à frente nem se comovem com o choro alheio. Digo isso até em tom de desabafo, porque vejo que cada dia mais meus alunos se gabam de desonestidades. Os que passam os outros para trás são heróis e os que protestam são otários, idiotas ou excluídos, é uma total inversão dos valores. Vejo que alguns professores partilham das mesmas idéias e as defendem em sala de aula e na sala de professores e se vangloriam disso.

Essa idéia vem me assustando cada vez mais, desde que repreendi, numa conversa com alunos, o comportamento do cantor Zeca Pagodinho, no episódio da guerra das cervejas, e quase todos disseram que o cantor estava certo, tontos foram os que confiaram nele. "O importante, professor, é que o cara embolsou milhões", disse-me um; outro: "Daqui a pouco ninguém lembra mais, no Brasil é assim, e ele vai continuar sendo o Zeca, só que um pouco mais rico". Todos se entreolharam e riram, só eu, bobo que sou, fiquei sem graça.

O pior é quando a gente se dá conta que no Brasil é assim mesmo, o que vale é a lei de Gérson: "O importante é levar vantagem em tudo, certo?" (Lei de Gerson..! dá para rir..?). A pergunta é: É possível, pela lógica, que todo mundo ganhe ? Para alguém ganhar é óbvio que alguém tem de perder. A lógica é guardar o troco a mais recebido no caixa do supermercado; é enrolar a aula fingindo que a matéria está sendo dada; é fingir que a apostila está aberta na matéria dada, mas usá-la como apoio enquanto se joga forca, batalha naval ou jogo da velha; é cortar a fila do cinema ou da entrada do show; é dizer que leu o livro, quando ficou só no resumo ou na conversa com quem leu; é marcar só o gabarito na prova em branco, copiado do vizinho, alegando que fez as contas de cabeça; é comprar na feira uma dúzia de 15 laranjas; é bater num carro parado e sair rápido antes que alguém perceba; é brigar para baixar o preço mínimo das refeições nos restaurantes universitários, para sobrar mais dinheiro para a cerveja da tarde; é arrancar as páginas ou escrever nos livros das bibliotecas públicas; é arrancar placas de trânsito e colocá-las de enfeite no quarto; é trocar o voto por empregos, pares de sapato ou cestas básicas; é fraudar propaganda política mostrando realizações que nunca foram feitas: a lógica da perpetuação da burrice.

Quando um país perde, todo mundo perde. E não adianta pensar que logo bateremos no fundo do poço, porque o poço não tem fundo.

Parafraseando Schopenhauer: "Não há nada tão desgraçado na vida da gente que ainda não possa ficar pior". Se os desonestos brasileiros voassem, nós nunca veríamos o sol. Felizmente há os descontentes, os lutadores, os sonhadores, os que querem manter o sol aceso, brilhando e no alto.

A luz é e sempre foi a metáfora da inteligência. No entanto, de nada adianta o conhecimento sem o caráter. Que nas escolas seja tão importante ensinar Literatura, Matemática ou História quanto decência, senso de coletividade, coleguismo e respeito por si e pelos outros.

Acho que o mundo (e, sobretudo, o Brasil) precisa mais de gente honesta do que de literatos, historiadores ou matemáticos. Ou o Brasil encontra e defende esses valores e abomina Zecas, Gérsons, Dirceus, Dudas, Rorizes todos os que chamam desonestidades flagrantes, de espertezas técnicas, ou o Brasil passa de país do futuro para país do só furo.

De um Presidente da República espera-se mais do que choro e condecoração a garis honestos, espera-se honestidade em forma de trabalho e transparência.

De professores, espera-se mais que discurso de bons modos, espera-se que mereçam o salário que ganham (pouco ou muito) agindo como quem é honesto.

A honestidade não precisa de propaganda, nem de homenagens, precisa de exemplos. Quem plantar joio, jamais colherá trigo.

Quando reflexões assim são feitas cada um de nós se sente o palhaço perdido no palco das ilusões. A gente se sente vendendo o que não pode viver, não porque não mereça, mas porque não há ambiente para isso. Quando seria de se esperar uma vaia coletiva pelo tombo, pelo golpe dado na decência, na coerência, na credibilidade, no senso de respeito, vemos a população em coro delirante gritando "bis" e, como todos sabemos, um bis não se despreza. Então, uma pirueta, duas piruetas, bravo! bravo!

E vamos todos rindo e afinando o coro do "se eu livrar a minha cara o resto que se dane".

Enquanto isso o Brasil de irmã Dulce, de Manuel Bandeira, do Betinho, de Clarice Lispector, de Chiquinha Gonzaga e de muitos outros heróis anônimos que diminuíram a dor desse país com a sua obra, levanta-se, caminha em silêncio até a porta, vira-se e diz:


- Esse é o problema... eu sou o palhaço.

Nailor Marques Junior

Estou felizmente mais doida.



A prova de que estou recuperando a saúde mental, é que estou cada minuto mais permissiva: eu me permito mais liberdade e mais experiências. E aceito o acaso. Anseio pelo que ainda não experimentei. Maior espaço psíquico. Estou felizmente mais doida.

Clarice Lispector

De todos os mantras que conheço, poucos são tão poderosos como este. Apesar de tão curto, seu efeito causa verdadeiras revoluções nas vidas das pessoas, pois o FODA-SE! tem o poder de libertar.



Se estou cheio de problemas, reclamar não vai resolver nada. Então, FODA-SE!


De todos os mantras que conheço, poucos são tão poderosos como este. Apesar de tão curto, seu efeito causa verdadeiras revoluções nas vidas das pessoas, pois o FODA-SE! tem o poder de libertar.


Pode parecer que estou brincando, que estou usando de sarcasmo para falar sobre coisas tão sérias, mas é neste ponto que o FODA-SE! tem sua força: na irreverência. Nunca diga FODA-SE! com ódio, despeito ou tristeza - antes de tudo ele deve ser repetido com bom humor.

O FODA-SE! é otimo para quem vive se controlando, para estas pessoas que querem ser a perfeitinhas, que vivem de aparências e morrem de medo de arriscar. Ou seja, o FODA-SE! é um mantra milagroso para gente covarde, que tem medo até de colocar os pés pra fora de casa.

E como é bom quando estas pobres almas dizem pela primeira vez
"Foda-se!!!! Cansei de dar uma de certinha!! Cansei de ter medo de tudo!"


O FODA-SE! é poderoso porque desdenha de tudo aquilo que imaginamos como certo, como regras fixas, jogando por terra todos os pensamentos que criamos como verdadeiros, que servem apenas para nos escravizar.


Resumindo:
O FODA-SE! vos libertará!

Quando se acostumar a dizer FODA-SE! para todas as porcarias que carrega, para todos os medos, apegos e obssessões, irá se sentir mais leve. Sim, o lixo que carregamos pesa na alma, por isto que muitas vezes você se sente como que carregando o mundo nas costas.

E por falar em carregar o mundo, que tal deixar de querer cuidar tanto das pessoas, compreendendo que cada um é responsavel por sua felicidade ou infelicidade?

Você pode dar uns conselhos para aquela sua amiga problemática, pedir para que deixe de se entupir de lexotan todas as vezes que leva um pé na bunda de mais uma de suas almas gêmeas, mas se ela não quiser escuta-la, FODA-SE! Sim, meu bem, sua parte já foi feita, se ela não quiser escutar, que pague o preço de suas escolhas.

"Mas ela é minha amiga, é minha responsabilidade cuidar dela!"
Ora, deixa de conversa fiada, mulher! Ela é responsável pela vida que leva, não você. E se ela insiste em se afundar: FODA-SE!


A grana tá curta, não está sobrando um puto para pagar as contas? Em vez de entrar em parafuso e ficar acabando com seu estômago, cultivando úlcera, apenas diga "FODA-SE!, quando tiver grana eu pago!" O que é isto, minha filha, ser caloteira em um país que deve até as calças para o FMI, é algo super natural.


O morzão não tem aparecido, passa a maior parte do tempo com a galera, e só te procura para uma bimba rápida? FODA-SE! Arruma outro e deixa de sofrer por quem só te quer para um picote ocasional.

Seu chefe vive te obrigando a fazer hora extra? FODA-SE! Manda tudo pro espaço e arruma um emprego melhor, onde não tenha que trabalhar feito uma escrava e ainda ganhar uma merda de salário!


E quando bater aquele medo de ficar desempregada, basta dizer "FODA-SE! Eu sou capaz de arrumar um emprego bem melhor!" E se não arrumar, "FODA-SE! Eu vou vender coxinha na praia, levar cachorros para passear, mas nunca mais vou fazer o que não quero, nem sujeitar à um chefe boçal!"


Está tudo ruim na sua vida, os cachorros vivem te atacando na rua e os malditos pombos cismam em cagar em sua cabeça? Em vez de ficar nesta de chorar e se julgar uma infeliz (o que não deixa de ser verdade), aprenda a não valorizar tanto suas limitações e diga um lindo e radiante FODA-SE! para a maré de azar por que anda passando.

Você é uma destas infelizes que arruma um homem e logo vai achando que ele é tudo em sua vida, que sem ele não conseguiria viver?Argh, que coisa nojenta!


Então, olhe bem para ele, imagine-o sentado em uma privada, com um rôlo de papel higiênico na mão. E aí, minha filha? Ele ainda continua sendo um Deus para você? Não? Ótimo! Mas se ainda está dificil aceitar que ele é um simples mortal, então diga "FODA-SE! Ninguém é tão bom assim para eu idolatrar". E se ele for embora? FODA-SE! Você arruma outro... E se não arrumar outro igual? FODA-SE! Você arruma um melhor.


Se a sua mãe vive te aporrinhando, criticando, dizendo que precisa emagrecer, que precisa aprender a viver como uma submissa senão vai ficar solteria pelo resto da vida, diga "FODA-SE! Não vou mudar para agradar ninguém!"

E se o papai vive fazendo chantagem emocional, querendo que siga a carreira dele, mas você nem sonha em trabalhar como advogada de porta de cadeia, em vez de ficar dando uma de Madalena Arrependida, sofrendo por não querer decepcionar o papai chantagista emocional, basta dizer "FODA-SE! É melhor que ele morra de decepção a fazer o que não vai me dar nenhum prazer."

Viu como o FODA-SE! pode ser um péssimo mantra para quem deseja te dominar, mas é uma maravilha para sua vida?

Fonte: http://www.revistaandros.com.br/mantra.html

Hoje, multiplicam-se as posses, mas reduzem-se os valores, fala-se demais, ama-se raramente e odeia-se com muita freqüência



O paradoxos de nosso tempo na história é que temos edifícios mais altos, mas pavios mais curtos; auto-estradas mais largas, mas pontos de vista mais estreitos; gastamos mais, mas temos menos; nós compramos mais, mais desfrutamos menos.

Temos casas maiores e famílias menores; mais convivências, mas menos tempo; temos mais graus acadêmicos, mas menos senso; mais conhecimento e menos poder de julgamento; mais proficiência, porém mais problemas; mais medicina, mas menos saúde.

Bebem demais, fumam demais, gastam de forma perdulária, rimos menos, dirigimos rápido demais, nos irritamos muito facilmente, ficamos acordados até tarde, acordamos cansados demais, raramente paramos para ler um livro (principalmente a Bíblia Sagrada), ficamos tempo demais diante da TV e raramente oramos.

Multiplicamos nossas posses, mas reduzimos nossos valores. Falamos demais, amamos raramente e odiamos com muita freqüência. Aprendemos como ganhar a vida, mas não vivemos essa vida. Adicionamos anos à extensão de nossas vidas, mas não vida à extensão de nossos anos. Já fomos à lua e dela voltamos, mas temos dificuldade em atravessar a rua e nos encontramos com nosso novo vizinho.

Conquistamos o espaço exterior, mas não nosso espaço interior. Fizemos coisas maiores, mas não melhores. Limpamos o ar, mas poluímos a alma. Dividimos o átomo, mas não nossos preconceitos. Escrevemos mais, mas aprendemos menos. Planejamos mais, mas realizamos menos. Aprendemos a correr contra o tempo, mas não a esperar com paciência. Temos maiores rendimentos, mas menor padrão moral. Temos mais comidas, mas menos apaziguamento. Construímos mais computadores para armazenar mais informações para produzir mais cópias do que nunca, mas temos menos comunicação. Tivemos avanços na quantidade, mas não em qualidade.

Estes são tempos de refeições rápidas e digestão lenta; de homens altos e caráter baixo; lucros expressivos, mas relacionamentos rasos. Estes são tempos em que se almeja paz mundial, mas perdura a guerra nos lares; temos mais lazer, mas menos diversão; maior variedade de tipos de comida, mas menos nutrição. São dias de duas fontes de renda, mas de mais divórcios; de residências mais belas, mas lares quebrados.

São dias de viagens rápidas, fraldas descartáveis, moralidade também descartável, ficadas de uma só noite, corpos acima do peso, e pílulas que fazem de tudo: alegrar, aquietar, matar. É um tempo em que a tecnologia pode levar-lhe estas palavras e você pode escolher entre fazer alguma diferença ou simplesmente apertar a tecla DEL
Autor desconhecido