Eu tenho pena das pessoas que cruzam nossa vida no momento que a gente tá tentando se enganar que é livre, mesmo sendo presa de corpo e alma em outro alguém. É injusto você depositar seus sonhos e expectativas num prisioneiro. É cruel com o enganado e com o enganador, que chega a se convencer que é possível viver com um, algemado em outro. Eu sou solidária a quem passa tempos louco por um outro alguém e esse alguém resolve dar uma chance só pra fazer ciúme no babaca que não respeita ela nem quando ela tá do lado. E sim, chama isso, ironicamente, de chance. Chance pra quem, com o fim de data marcada, aconteça o que acontecer? Chance pra que, com os movimentos ensaiados pra quando o carinha passar, morrer por dentro? Eu acho a pior coisa que se pode fazer pro outro. Entrar no barco com colete salva-vidas, esperando a oportunidade de se jogar em alto mar e nadar até a morte, se preciso, pra chegar no barco que deixou ela á deriva. Aliás, tenho aversão a qualquer um que entre em barcos com colete salva vidas: Ou tá ali e que se danem os riscos ou não tá, não admito que fiquem precavidos e cheios de não-me-toque, não-quero-falar-sobre-isso. Sem julgamentos, porque todos nós já fomos monstros desse tipo um dia, não medindo consequências pra lutar por um amor, eu sei. Só que, o que todo mundo tem que aprender, é que luta é no ringue, corpo a corpo, os dois e só. Envolver outros nisso é jogo baixo, desleal. E que sejamos infantis, se preciso. Vamos bater pé, chorar, se vingar, odiar e deixar que o nó entalado na garganta e no coração se desfaça, custe o que custar. Sem querer pular pro feliz pra sempre, ninguém supera sem fechar o ciclo de não aceitar, ser infantil, se humilhar ou chegar perto disso, ficar muito mal, se acostumar com a ideia, esquecer. Ninguém dorme amando e acorda sem ninguém no coração, é um processo e dói, não vou mentir. Mas não tem atalho, isso que precisa ficar claro. Só acho que não valha a pena uma chacina pra tentar sair viva disso tudo. Acho que uma dor não é desculpa pra gerar tantas outras em inocentes. É desespero demais, covardia demais, triste demais. Acho que se enganar, é patético, mas um direito de cada um. Mas enganar o outro, é mais que falta de maturidade, é falta de caráter.
Marcella Fernanda
sexta-feira, 4 de janeiro de 2013
É isso: o amor nem sempre permanece.
Definitivamente, viver não é fácil. Como somos frágeis, meu Deus. E como as coisas mudam rápido. Não dá tempo para pensar, para juntar o que restou. Voltar atrás é impossível. Ah, essas impossibilidades da vida. Elas nos pregam peças e fazem lágrimas descerem pelo rosto afora.
Ah, se pudéssemos mudar o passado para o presente ser totalmente transformado, renovado, remendado. Mas não. Não podemos retroceder, tampouco buscar os cacos e soldar tudo com cola resistente. O jeito é, vez por outra, olhar para trás com uma certa melancolia, uma dose de algum sentimento sem nome, um tanto de vontade de voltar e amor.
Mas quer saber? O amor às vezes falha, falta, deixa lacunas. É isso: o amor deixa lacunas impossíveis de preencher. O amor às vezes dá um passo em falso, abandona, sai de cena abruptamente. O amor às vezes não consegue segurar a mão forte e permanecer. É isso: o amor nem sempre permanece.
Eu não quero que você perca a fé. Só quero que entenda que nada vai voltar a ser como era antes. E como isso dói. É uma dor funda, que remexe as sensações, que quase ofusca as lembranças, que sacode todos os momentos vividos, que grita pela volta, que implora pela calma. Ah, se a gente tivesse o dom da transformação. Se a gente conseguisse tirar a mágoa, a dor, a raiva, a revolta, a briga, a palavra que entalou na garganta, o sofrimento silencioso, a separação. Ah, se a gente pudesse riscar tudo o que passou e escrever uma nova história. Mas eu não posso, você não pode. E só nos resta esperar e torcer para que tudo fique, de alguma forma, bem.
Clarissa Corrêa
Ah, se pudéssemos mudar o passado para o presente ser totalmente transformado, renovado, remendado. Mas não. Não podemos retroceder, tampouco buscar os cacos e soldar tudo com cola resistente. O jeito é, vez por outra, olhar para trás com uma certa melancolia, uma dose de algum sentimento sem nome, um tanto de vontade de voltar e amor.
Mas quer saber? O amor às vezes falha, falta, deixa lacunas. É isso: o amor deixa lacunas impossíveis de preencher. O amor às vezes dá um passo em falso, abandona, sai de cena abruptamente. O amor às vezes não consegue segurar a mão forte e permanecer. É isso: o amor nem sempre permanece.
Eu não quero que você perca a fé. Só quero que entenda que nada vai voltar a ser como era antes. E como isso dói. É uma dor funda, que remexe as sensações, que quase ofusca as lembranças, que sacode todos os momentos vividos, que grita pela volta, que implora pela calma. Ah, se a gente tivesse o dom da transformação. Se a gente conseguisse tirar a mágoa, a dor, a raiva, a revolta, a briga, a palavra que entalou na garganta, o sofrimento silencioso, a separação. Ah, se a gente pudesse riscar tudo o que passou e escrever uma nova história. Mas eu não posso, você não pode. E só nos resta esperar e torcer para que tudo fique, de alguma forma, bem.
O amor é lindo, sim, mas ele é a maior recompensa para quem não tem medo de enfrentar os próprios medos (e os medos do outro).
"Tenho uma má notícia para você: relacionamento não é só prazer. Não é só festa, viagem, risada, diversão, brinde, sexo, beijo, cumplicidade. Relacionamento tem fase chata, de vez em quando é uma merda, tem briga, discussão, chatices, rotina, implicâncias, ciúme, bate boca. A gente tem que lidar, conviver e amar uma pessoa que veio de outra família, outro mundo, tem outra criação, outros costumes, outro pensamento, outro jeito de viver, é outro. Você tem que aceitar aquele outro como ele é e isso dá muito trabalho. O amor é lindo, sim, mas ele é a maior recompensa para quem não tem medo de enfrentar os próprios medos (e os medos do outro). Para amar você não pode ter preguiça senão o final nunca vai ser feliz."
Caio F. Abreu
Amor não é só beijos e amassos, amor é cuidado, amor é carinho, amor também é amizade!
— Pedro Bial
quinta-feira, 3 de janeiro de 2013
Aí eu paro e penso:
Aí eu paro e penso: com você, só com você, eu imaginei tudo assim. Todas essas coisas de romance bonito de filme, casamento, família, viagens, cachorros, canários, papagaios. Por quê? Porque eu te amo. Porque eu te quero. Porque eu nunca senti por ninguém nada perto do que sinto por você.”
(Clarissa Corrêa)
Depois que sair, não trancarei a porta. Trocarei a fechadura.
“Sei lá, comigo tem que ser assim: saiu da minha vida, não volta mais. Não dá pra ficar aceitando de volta os mesmos erros, porque, de verdade, tem gente que nunca muda. E é fato que quanto mais a gente aceita uma pessoa de volta, mais ela vai se sentir no direito ir e vir bagunçando a sua vida só porque sabe que sempre vai ter um lugar ali, independente do que ela faça. Depois que sair, não trancarei a porta. Trocarei a fechadura.”
Camila Almeida
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