quarta-feira, 25 de maio de 2011
Se fizermos uma auditoria em nossas vidas, em algum momento questionaremos: “e se eu tivesse feito diferente?"
"Mas adianta fazer planos? Seja qual for o caminho que optarmos seguir, haverá altos e baixos. E isso é tudo. Se fizermos uma auditoria em nossas vidas, em algum momento questionaremos: “e se eu tivesse feito diferente?”. O diferente teria sido melhor e teria sido pior. Então o jeito é curtir nossas escolhas e abandoná-las quando for preciso, mexer e remexer na nossa trajetória, alegrar-se e sofrer, acreditar e descrer, que lá adiante tudo se justificará, tudo dará certo. Algumas vidas até podem ser tristes, outras são desperdiçadas, mas, num sentido mais absoluto, não existe vida errada".
Martha Medeiros
Talvez o mal é que a gente pede amor o tempo todo. Não se preocupa nunca em dar amor, sem esperar reciprocidade.
"Talvez o mal é que a gente pede amor o tempo todo. Não se preocupa nunca em dar amor, sem esperar reciprocidade. (...) A gente tá se perdendo todos os dias, pedindo pra pessoas erradas. Mas o negócio é procurar. A gente não se recusar a se entregar a qualquer tipo de amor ou de entrega. Eu nunca vi por que evitar a fossa. Se a fossa veio é porque ela tinha que vir, o negócio é viver ela e tentar esgotar ela. A gente, quando tenta analisar qualquer problema, sempre vai aprofundando, aprofundando, até que chega nesse fundo que é amor sempre. (...) A gente sempre procura um amor que dure o mais possível. Procura, procura, talvez tu aches. Pra mim é horrível eu aceitar o fato de que eu tô em disponibilidade afetiva. Esse espaço branco entre dois encontros pode esmagar completamente uma pessoa. Por isso eu acho que a gente se engana, às vezes. Aparece uma pessoa qualquer e então tu vai e inventa uma coisa que na realidade não é. E tu vai vivendo aquilo, porque não agüenta o fato de estar sozinho."
Caio Fernando Abreu
Chega de me estraçalhar em guerras para as quais eu nunca tive armas. A alma sabe quando o corpo tem que parar.
Foi então que o vento começou a soprar. Compreendi que viver é isto. Uma canoa que a vida nos empresta e só vale o quanto temos disposição para remar. Tenho medo que a minha termine num gemido afogado, por ter batido em uma rocha atormentada por lembranças que ela decidiu petrificar. Mas preferi acreditar que o temporal passaria largo e ao invés de se despedaçar eu a encontraria reluzente sobre as águas. Às vezes eu fico de pé dentro dela, gosto de olhar a travessia. Gosto de forçar o remo e sentir como é bonita a maneira como ela deixa tudo para trás. Olho para as margens e vejo o sol mergulhar no horizonte. Vejo as flores, os bosques, os prados, os jardins, as florestas e seus bichos correndo para os montes. Quero um mundo com o qual eu possa me emocionar. Quero ter a soberania de uma borboleta almirante e cessar fogo no entrecortar de minhas asas. Quero uma paisagem pela qual valha a pena lutar. Chega de me estraçalhar em guerras para as quais eu nunca tive armas. A alma sabe quando o corpo tem que parar.
Lídia Martins
terça-feira, 24 de maio de 2011
LIVRE-SE DAS TRALHAS! Falando nisso, “vida nenhuma prospera se estiver pesada e intoxicada”. Já ouviu falar em toxinas da casa?
- “Bom dia, como tá a alegria”?
Diz dona Francisca, minha faxineira rezadeira, que acaba de chegar.
-”Antes de dar uma benzida na casa, deixa eu te dar um abraço que preste!” e ela me apertou.Na matemática de dona Francisca, “quatro abraços por dia dão para sobreviver; oito ajudam a nos manter vivos; 12 fazem a vida prosperar”.
Falando nisso, “vida nenhuma prospera se estiver pesada e intoxicada”. Já ouviu falar em toxinas da casa?
Pois são:
- Objetos que você não usa, roupas que você não gosta ou não usa há um ano, coisas feias, coisas quebradas, lascadas ou rachadas, velhas cartas, bilhetes, plantas mortas ou doentes, recibos/jornais/revistas antigos, remédios vencidos, meias velhas, furadas, sapatos estragados…
Ufa , que peso!
“O que está fora está dentro e isso afeta a saúde”, aprendi com dona Francisca.
- “Saúde é o que interessa. O resto não tem pressa”!, ela diz, enquanto me ajuda a ‘destralhar’, ou liberar as tralhas da casa…
O ‘destralhamento’ é a forma mais rápidas de transformar a vida e ajuda as outras eventuais terapias.
Com o destralhamento:
- A saúde melhora;
- A criatividade cresce;
- Os relacionamentos se aprimoram…
ensina o feng shui, com a delicadeza própria das artes orientais.
Para o feng shui, é comum se sentir: cansado, deprimido, desanimado, em um ambiente cheio de entulho, pois “existem fios invisíveis que nos ligam à tudo aquilo que possuímos”.
Outros possíveis efeitos do “acúmulo e da bagunça: sentir-se desorganizado, fracassado, limitado, aumento de peso, apegado ao passado…
No porão e no sótão, as tralhas viram sobrecarga;
Na entrada, restringem o fluxo da vida;
Empilhadas no chão, nos puxam para baixo;
Acima de nós, são dores de cabeça;
Sob a cama, poluem o sono.
Então… se dona Francisca falou e o feng shui concordou… nada de moleza!
-”Oito horas, para trabalhar;
Oito horas, para descansar;
Oito horas, para se cuidar.”
Perguntinhas úteis na hora de destralhar-se:
- Por que estou guardando isso?
- Será que tem a ver comigo hoje ?
- O que vou sentir ao liberar isto?
…e vá fazendo pilhas separadas…
- Para doar!
- Para vender!
- Para jogar fora!
E depois de destralhar-se…
- Jogue sal grosso nos ralos,
- Ponha um prato com carvão no quarto (tira os cheiros e as energias ruins);
- Deixe um ramo de boldo em um copo d’água para purificar.
Para destralhar mais: livre-se de barulhos, das luzes fortes, das cores berrantes, dos odores químicos, dos revestimentos sintéticos….
e também… libere mágoas, pare de fumar, elimine ou pelo menos diminua o uso da carne, termine projetos inacabados.
“Se deixas sair o que está em ti, o que deixas sair te salvará…Se não deixas sair o que está em ti, o que não deixas sair te destruirá”. Arremata o mestre Jesus, no evangelho de Tomé.
“Acumular nos dá a sensação de permanência, apesar de a vida ser impermanente”; diz a sabedoria oriental.
O Ocidente resiste a essa idéia e, assim, perde contato com o sagrado instante presente.
Dona Francisca me conta que: “as frutas nascem azedas e no pé, vão ficando docinhas com o tempo”.
- “A gente deveria de ser assim”, ela diz. “Destralhar ajuda a adocicar.”
Se os sábios concordam, quem sou eu para discordar…
Carlos Solano – Arquiteto – Especialista em Feng-Shui
Quem se permite tirar lascas, vira uma bela escultura.
Quem se permite tirar lascas,
vira uma bela escultura.
Quem aceita as podas do jardineiro,
transforma-se num belo jardim.
Quem aceita o cisco na própria concha,
produz a pérola de raro valor.
Quem aceita ser semente oculta na terra,
viceja no tempo devido.
Quem aceita a lapidação do joalheiro,
vira jóia reluzente.
Quem se coloca humilde para aprender,
alcança a sabedoria.
Quem conscientemente se esvazia,
tem o coração pleno de Deus.
Quem às ilusões renuncia,
aproxima-se da verdade.
E quem busca a verdade,
encontra finalmente
a revelação.
Fátima Irene Pinto
Não há nada que nos dê mais segurança emocional do que não “precisar” dos outros...Se ainda não atingiu esse estágio, suba num cavalo imaginário e dê seu grito do Ipiranga.
“Não há nada que nos dê mais segurança emocional do que não “precisar” dos outros, e sim contar com os outros para aquilo em que eles são insubstituíveis: companhia, sexo, risadas, amizade, conforto.
Se ainda não atingiu esse estágio, suba num cavalo imaginário e dê seu grito do Ipiranga. Ficar amarrado à vida alheia faz você viver menos a sua. Nada de se fazer de desentendida só para não se incomodar.
Incomode-se.Dependência é morte”
Martha Medeiros
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