quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Prefiro ter pesadelos ...Do que pavores


Prefiro ter pesadelos que me apavorem
Do que pavores que não me permitam sonhar

(Yrto Mourão/Atos de Poesia)

Vou misturando por aqui, coisas colhidas por aí...

 
Vou misturando por aqui, coisas colhidas por aí...
Coisas que me enchem
os olhos e a alma,
tentando tingir
tudo de arco - íris,
até nos meus dias cinzas...
Sempre acreditando
que a cura começa
pela gentileza e
pela ternura...
Amor, amor, e mais
um pouquinho de
Amor...
Menina dos Olhos

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

E estou adorando essa sensação de ter morrido de amor e ainda assim permanecer vivo. -


 
E nós já não somos mais como éramos. Os desvios da vida nos fizeram seguir caminhos que nós mesmos escolhemos. E olha só como estamos! Acabamos conquistando coisas que planejávamos juntos. É engraçado. A gente conquista tantas coisas ao decorrer, e mesmo assim continuo torcendo pela gente. Não digo ''pela gente'' no sentido de te ver comigo novamente. Afinal muito tempo se passou e olha só pra gente. Somos livres agora. Embora eu realmente desejasse que estivéssemos juntos, estou contente com a forma que estamos escrevendo nossas histórias. Parece absurdo, mas um dia, quem sabe, ainda vamos nos esbarrar em uma esquina, num bar ou em uma rua qualquer. E eu ainda vou lembrar de tudo que vivemos, de tudo que planejamos. E certamente iremos rir de coisas que passamos quando ainda éramos nós, e até mesmo quando deixamos de ser. Mas olha, com ou sem risada, estarei completo, pela felicidade de te reencontrar, por te ver bem sem mim. E por saber que eu também sobrevivi ao nosso fim. Renasci para o meu começo. E estou adorando essa sensação de ter morrido de amor e ainda assim permanecer vivo. -


(Rogério Oliveira / Josseny Kenny)

Perguntei. Interpretei e me danei.


A gente vivia num rolo daqueles sem fim. Bom, não sei se era esse o nome, sei que era uma parada sem explicação e com todas as razões para ser algo fabuloso e com o nome predileto que tanto falava as canções românticas.
Tudo teria uma cor forte, se ele permitisse um nome. Era o que eu queria. Um nome para desenterrar minhas dúvidas, que rondavam minha cabeça como borboleta a procura de manjar no verão. Um nomezinho na agenda telefônica. Algo bem pequeno e discreto que despertasse suspeitas de ombros juntos. Que justificasse nossos domingos enfeitados de primavera. E não é que eu exigisse um passaporte para a mudança de estado civil. Não era por ai. Eu desejava era saber se o macarrão das noitadas combinava mesmo com o molho. Algo me dizia que sim, mas vez ou outra eu precisava ver se nossa matemática tinha o mesmo resultado.
Era concreto como o vaso de flores do meu aniversário e a mensagem carinhosa no meu celular. E tinha forte tendência a combinações bonitas de rosa e azul. Só não tinha nome.
Viver em um paraíso sem a eternidade de um nome, isso não combinava comigo. Nosso papo era bacana. Nossa música era a mesma. Então para completar eu reclamava por uma decisão tipo “vender pastel ou sair da feira”. Rascunhei alguma coisa no papel e disse na lata- acho bom você se definir. Cara, você precisa ser alguma coisa.
Seja tu, eu, nós, vós. Qualquer coisa simpática. Seja de qualquer jeito, em qualquer lugar, qualquer tempo. Um amor, um sentimento, uma loucura. Um céu, um oásis, uma pedra no sapato, uma música romântica, uma novela de amor, um furacão de paixão, um estoque de sentimentos, santo, anjo, ou alguma coisa perigosa. Um tudo, um nada, uma fantasia de carnaval ou qualquer coisinha desta, mas não deixe de ser. Não deixe de ter um nome, casa, vaga na garagem, prestações para pagar. Dê nome aos bois e a ninhada também. Identifique suas vontades. Decida suas verdades. Resolva entre o café rápido, a pizza semanal ou o almoço de todo dia.
Resolva onde quer guardar seu cachecol. Essa era a conversa cotidiana e enfadonha eu sei, mas eu Maria, precisava saber melhor sobre o meu José. Justo, simples e prático. Eu precisava saber se poderia continuar gastando minhas energias e iria receber de volta uma pirâmide bruta incrustada de felicidade. Faz sentido minha aflição, pelo menos eu pensava que sim.
Sem essa de fazer de conta que é feliz e uma penca de outras bobagens, pagando um preço alto em um investimento que não merece um sorriso. Falei, Indiquei. Perguntei. Cobrei as palavras mágicas agrupadas e cintilantes traduzindo meus motivos para cantarolar as ultimas românticas no chuveiro.
As interpretações de confiança e credibilidade vieram com um duvidoso sim e um gesto simples demais mostrando que dei valor demasiado numa pedra pontiaguda de um lado e escorregadia do outro que não valia minha sentença afetiva. Ele pertencia ao grupo dos confusos e discretos que divagavam sobre sentimentos sem, contudo sentir.
Perguntei. Interpretei e me danei.


(Ita Portugal)

a vida te recompensará com um novo olá.


É melhor retirar-se e deixar uma bonita lembrança, do que insistir e virar um verdadeiro incômodo. Você não perde o que nunca teve, nem mantém o que não é seu. Se você é forte pra dizer Adeus, a vida te recompensará com um novo olá.

(Scarlett Smith)

E deu tanta saudade.


E deu tanta saudade.
Das nossas sacanagens tão doces, e das nossas vontades-urgentes-nunca-realizadas.
Da inocência que eu tinha te querendo tanto e tentando te odiar.
De ser tão tua, como eu sempre dizia, sem ser. E quando, mesmo sem te ter, te sentia tão meu...
Saudade das conversas, e daquele querer que nunca ficava pra depois.
Das mensagens na madrugada, do ciúme que eu sentia ao enxergar outras nas tuas entrelinhas.
Saudade das indiretas que nós trocávamos, e das palavras que só nós entendíamos...
Saudade da gente, do que (nunca) fomos, do que meu coração pediu tanto pra acontecer, e não aconteceu. Saudade de quando havia alguma possibilidade de virarmos ‘nós’.
 Te guardo com as melhores lembranças. E o resto eu deixo pro tempo contar.
(Karla Tabalipa)

Tem coisa que não volta, por mais que a gente queira.


Tem coisa que não volta, por mais que a gente queira. Você pode até tentar voltar o disco, repetir a música, insistir na letra, cantar o mesmo refrão por mil e um minutos, fechar os olhos. Tem sentimento que não volta. Mesmo que você se esforce, recorde, tente voltar à página, refrescar o coração. Alguns sentimentos são bem pontuais: chegam, esperam pra ver se devem ficar e decidem partir ou continuar. E a gente só tem que aprender a se conformar.
(Karina Gonçalves)