sábado, 4 de janeiro de 2020
Não dá.
Dá para mudar o passado? Não dá. A única coisa que dá para mudar é a maneira como enxergamos tudo o que nos aconteceu (e ainda acontece) e ver o que é possível perdoar, esquecer ou redimensionar. Viver não é fácil, mas é o que temos pra hoje.
Martha Medeiros
Esvazie a bagagem.
Esvazie a bagagem.
E só leve com você o que foi bonito e verdadeiro. O que realmente te fez bem. O que não contaminou seu coração, nem te distanciou de Deus. O resto deixa no atrás dos caminhos, e aprenda que, o que não serve para construir, também não serve para te fazer feliz. Pesos desnecessários só nos atrasam.
Cecilia Sfalsin
Somos de vidro, também de pedra, água e areia. Viajantes do tempo. O remetente e o destinatário.
“Somos de vidro, também de pedra, água e areia. Viajantes do tempo. O remetente e o destinatário. Tudo o que jogarmos contra o vento virá ao nosso encontro. Somos o próprio reflexo que vemos no espelho e além dele. Somos a vida e a morte. O tudo e também o nada. Somos idealizadores. Sonhadores. Propagadores. Feitos de inocência num mundo de regras. Maldosos ou bondosos - no tempo exato. Ora oferecemos riscos, ora somos a mais perfeita das ternuras. O ponto de encontro está em cada um de nós. Encontrar-se é o desafio. Entender-se sagrado é o caminho. Enxergar além de, é o que falta. Permitir-se acolher o irmão e entender que ele é tão frágil e tão forte como nós é a meta. Que ninguém é melhor do que ninguém, e no final das contas, somos pó. Nem sempre intactos. Nem sempre puros. O importante é a busca, olhar para dentro de si e observar que o mundo é bênção, que somos filho da Graça e que temos a divindade dentro de nós.”
( Vitor Ávila )
Hoje é dia de faxina em mim
Hoje é dia de faxina em mim, hora de jogar fora o que passou da hora. Hora de levantar o tapete para ver o que escondi sob a esperança mofada. Momento de buscar coragem para se desapegar do que não serve mais.
O tempo que é veneno também remedia. Percorro os meus cômodos interiores para encontrar sentimentos feridos que, independente do meu cuidado, foram a óbito. Nem sempre a vida recompensa a nossa vigília velando as belezas que não queremos perder.
Abro o armário e retiro as roupas que não cabem mais no meu corpo. Percebo que o meu corpo já não quer vestir muito do que tenho, corpo também não cabe. Vejo tanta coisa certa que virou problema por estar no lugar errado. Vejo tanta coisa errada, no lugar certo, enganando os meus sentidos.
É preciso organizar, não só a bagunça, mas até mesmo a organização. As coisas podem estar arrumadas, porém tudo no lugar errado. Não há sentido em carregar o que não tem sentido. Não é inteligente aglomerar aquilo que nos expulsa de nós mesmos.
Hoje é dia de limpar o lixo, de se desapegar do que não edifica, de renunciar a tudo que mata. Medos, quem não os têm? Decepções, quem nunca viveu? Tristezas, quem nunca experimentou? Agora é preciso passar de sobrevivente à vivente.
Para não virarmos terreno baldio ostentando entulhos, de vez quando precisamos colocar a vida cara a cara com o tempo.
Andrade Moraes
Assinar:
Postagens (Atom)






