terça-feira, 2 de julho de 2013

Eu mesma cheguei numa fase da minha vida que CANSEI DE RECLAMAR. Quando estou num relacionamento, ou eu estou feliz ou eu estou avaliando se devo continuar ficando com a pessoa.


Não existe fórmula exata para viver o relacionamento perfeito. O que eu, como uma grande observadora que sou dos relacionamentos alheios, pude concluir é que os parceiros reclamam demais de seus parceiros.
 Eu mesma, às vezes, acabo cometendo este ato falho de ficar “blablabla blebleble” no ouvido da pessoa que está do meu lado, reclamando, só apontando defeitos. Chegando ao absurdo até de querer mudá-lo, adequá-lo ao meu jeito.
 E quando ocupo o tempo dos meus amigos falando mal do meu companheiro? “Nossa, ele é muito quieto (...) Ele vive cansado (...) Não percebeu nem que cortei o cabelo”.
Que tremenda chata! Chata para quem está ficando comigo e chata para quem convive comigo sempre, os meus amigos.
 O que aprendi, nesse período que passei a olhar de fora os relacionamentos? Que reclamar o tempo todo é uma grande chatice! Reclamar e só reclamar é um tiro no pé que você dá para iniciar o começo do fim da relação. Vi vários relacionamentos que começaram com uma liga perfeita, mas que não resistiram às críticas diárias que passaram a aparecer após os seis, sete meses de convívio.
 Até porque, quem agüenta conviver diariamente com alguém que só reclama?  Só se for alguém que tenha uma super baixa estima, pois pessoas normais não aceitam essa tortura emocional por muito tempo!
 Contudo, não estou aqui querendo impor nesse texto que nós devemos nos reprimir. Que não devemos abrir a boca para questionar quando uma atitude ruim do companheiro não te agrada. Ninguém é perfeito e sim, até você, pode alguma hora, estar sendo um grande pé no saco na vida de alguém. O que eu quero mostrar é que tem outra maneira de resolver seus problemas conjugais sem ser a “reclamona” da parada.
 Durante um período de terapia, conheci a técnica do sanduíche, que se enquadra não só para ser adaptada a vida a dois, mas como em qualquer situação corriqueira que enfrentamos, inclusive no trabalho. A técnica do sanduíche é sábia porque em vez de começar “descendo a lenha” na pessoa que você quer chamar a atenção, você primeiro a adoça, a exalta, trata de mostrar inicialmente suas qualidades, enfatizá-las, para logo em seguida dar “a paulada suave”.
Falar o que te incomoda, onde você acha que a pessoa está pisando na bola, e por fim (o porquê de ser sanduíche o nome da técnica), voltar a elogiá-la e dizer que ela é sim tão importante para você!
 Impressiona-me como essa técnica funciona em todas as situações difíceis de convívio social, no trabalho, na educação de filhos e com o seu companheiro ou companheira. Experimente.
 No entanto, o que não pode acontecer é você se tornar uma verdadeira “chapeira” e ficar todo dia tendo que trazer a técnica do sanduíche a tona. Têm situações que devemos agir com extremismo e sim, por na rua o empregado ruim, colocar de castigo o filho que está sendo mal educado ou terminar o relacionamento.
 Para o seu bem, avalie sua vida. Eu adoro usar o verbo “avaliar”. Essa palavra tem um poder de te exaltar, te colocar numa posição de “Deus” da situação. Onde só você é capaz de decidir o que deve ser feito. Avaliar é colocar o poder em suas mãos e usá-lo sabiamente, porque quando avaliamos algo ou alguém, analisamos os prós e os contras, e o que nunca se deve fazer na vida é agir por impulso, por isso que antes de reclamar o tempo todo no ouvido do parceiro, se tornar a desagradável da vez, a bruxa da parada, avalie.
 Eu mesma cheguei numa fase da minha vida que CANSEI DE RECLAMAR. Quando estou num relacionamento, ou eu estou feliz ou eu estou avaliando se devo continuar ficando com a pessoa.

Fonte: Pamela Jones

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